1 de outubro de 2012

CORDA DO CÍRIO CHEGA A BELÉM DO PARÁ

Um dos principais símbolos do Círio de Nazaré, a Corda, chegou a Belém, na manhã do último sábado, 22, no Centro Social de Nazaré e foi recebida pela Diretoria da Festa. Foram nove dias de viagem de caminhão, de Santa Catarina até a capital paraense, para a chegada desse ícone de fé.

 Foto: Ivan Cardoso / Voz de Nazaré

A corda, que é toda produzida em titan torcido de sisal oleado, pesa 1.250 kg, com duas polegadas de diâmetro e medindo 800 metros. A cor que aplicaram, neste ano, é um tom mais claro que a corda dos Círios anteriores e produzida com menos quantidade de óleo. Ela está dividida em duas partes de 400 metros cada, sendo que uma será usada na noite da Trasladação e a outra na grande procissão de domingo.
Segundo a Diretoria da Festa de Nazaré, a campanha de evitar o corte da corda até o final da procissão será mantida este ano. “Com certeza, a campanha será ampliada. Ano passado, mostramos ao promesseiro, a importância dessa corda chegar atrelada”, relembra o Diretor Coordenador da Festa de Nazaré, Kléber Vieira.
A corda do Círio de Nazaré foi utilizada pela primeira vez durante a procissão de 1855, quando a berlinda que conduz a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, ficou atolada durante uma das romarias e precisou ser puxada. Daí então, ela foi introduzida ao Círio e passou a ser o elo entre os fiéis e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré

História da Corda

Durante a procissão de 1855, quando a berlinda ficou atolada por conta de uma grande chuva, a Diretoria da Festa teve a idéia de arranjar uma grande corda, emprestada às pressas de um comerciante, para que os fiéis puxassem a berlinda. A partir daí, os organizadores do Círio começaram a se prevenir, levando sempre uma corda durante a romaria. Mas só no ano de 1885, a corda foi oficializada no Círio, substituindo definitivamente os animais que puxavam a berlinda. No Círio de 1926, o arcebispo Dom Irineu Jofilly suprimiu a corda do Círio, já que “não compreendia o comportamento na corda, onde homens e mulheres se empurravam em atitudes nada devotas”. A proibição gerou várias manifestações populares e políticas, mas chegou a durar cinco anos. Só em 1931, com intervenção pessoal de Magalhães Barata, então governador do Estado, a corda voltou a fazer parte do Círio.

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