27 de abril de 2013

BISPOS CRIAM REGIONAL NORTE 3 DA CNBB

 
A 51ª Assembleia Geral Ordinária da CNBB, em Aparecida (SP), aprovou em votação secreta, no dia 17 de abril, a criação do seu 18º Regional que corresponde ao território do Estado do Tocantins e parte de Goiás.

O Regional Norte 3 da CNBB é composto pela arquidiocese de Palmas, dioceses de Porto Nacional, Tocantinópolis e Miracema e pela prelazia de Cristalândia. Possui 178 paróquias, 183 padres diocesanos, 30 religiosos, 33 diáconos permanentes, 101 religiosas, 15 comunidades de Vidas e centenas de leigos e leigas, membros das pastorais, dos movimentos, dos organismos e dos serviços eclesiais. Possui ainda um Seminário com 45 seminaristas, de Filosofia e de Teologia, e um Tribunal Eclesiástico.

Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas (TO) e um dos responsáveis pela proposta esclarece que, “um Regional não é uma super diocese, mas uma instância de colegialidade e de colaboração pastoral. Não possui uma estrutura de poder e sim a de organismo vivo de comunhão e de serviço pastoral. A missão de um Regional é o cuidado pastoral de uma determinada região, através da interajuda missionária entre os bispos das dioceses, de modo que o povo esteja mais próximo da Igreja e a Igreja mais próxima do povo”, explica

O território do novo Regional é constituído pelo Estado do Tocantins, com a extensão de 277.620,858 Km², e formado por 139 municípios do Tocantins e mais sete municípios do Estado de Goiás, totalizando uma população de aproximadamente 1.500.453 habitantes.

Os motivos que levaram os bispos do Centro Oeste (Goiás, Distrito Federal e Tocantins) a solicitar a criação do Regional Norte 3 foram as distâncias físicas, geográficas e pastorais entre Palmas, Goiânia (1.520 km) e Brasília (1.247 km), o que tornava onerosa as reuniões e encontros de formação inviabilizando a participação, sobretudo dos leigos. Outro motivo é a necessidade de setorização para diminuir as distâncias e aumentar a presença nas periferias e pastorais.

Com isso os bispos esperam intensificar a colegialidade, a ajuda recíproca e solidária, bem como a corresponsabilidade missionária entre suas Igrejas, conforme destaca dom Pedro Brito. “Nascido com a vocação de ser pequeno e pobre, o Regional Norte 3 se regerá pela ótica da leveza institucional com estruturas simples, enxuta e mínima, para o seu funcionamento, e se manterá economicamente pelas receitas oriundas das contribuições das dioceses componentes”.
 
 
Fonte: POM

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